Calendário Maya
Ultimamente é um tema muito falado,devido ao facto de o filme recente, de nome ” 2012 ” tratar-se de uma previsão que o mundo acabará em 2012, sem deixar vestígios como podem ver no trailer em baixo.
O Calendário Maya é um sistema de calendários e alamaneques distintos, muito usados pelos usados pela civilização Maia da Mesoamérica pré Colombiana, como também por algumas comunidades mais modernas dos altos planaltos de Guatemala. Estes calendários podem ser sincronizados e interligados, as suas combinações dão origem a ciclos adicionais mais extensos. Os fundamentos dos calendários maias baseiam-se num sistema que era de uso comum na região, datando pelo menos do séc.VI a.C.
Em muitos aspectos em comum com calendários empregados por outras civilizações mesoamericanas anteriores, como os zapotecas e olmecas, e algumas civilizações suas contemporâneas ou posteriores, como o dos mixtecas e o dos astecas. Apesar de o calendário mesoamericano não ter sido criado pelos maias, as extensões e refinamentos por eles efetuados foram os mais sofisticados. Junto com os dos astecas, os calendários maias são os que estão melhor documentados e compreendidos.
Conceito Maia do tempo
Com o desenvolvimento do calendário da contagem longa e sua notação posicional (que se acredita herdada de outras culturas mesoamericanas), os maias tinham um sistema elegante no qual os eventos podiam ser registrados de forma linear uns relativamente aos outros, e também com respeito ao próprio calendário (“tempo linear”). Em teoria, este sistema pode ser estendido para delinear qualquer extensão de tempo desejado, simplesmente aumentando o número de marcadores de maior ordem usados (gerando assim uma sequência crescente de múltiplos de dias, cada dia na sequência identificado univocamente por seu número da contagem longa).
Na prática, a maioria das inscrições maias da contagem longa limitam-se em registrar somente os primeiros 5 coeficientes neste sistema (uma contagem b’ak’tun), que era mais do que adequado para expressar qualquer data histórica ou atual (20b’ak’tuns são equivalentes a cerca de 7885 anos solares). Mesmo assim, existem inscrições que apontavam ou implicavam sequências maiores, indicando que os maias compreendiam bem uma concepção linear do tempo (passado-presente-futuro).
Contudo, e em comum com outras sociedades mesoamericanas, a repetição dos vários ciclos calendáricos, os ciclos naturais de fenômenos observáveis, e a recorrência e renovação da imagética de morte-renascimento em suas tradições mitológicas eram influências importantes e ominpresentes nas sociedades maias. Esta visão conceitual, em que a “natureza cíclica” do tempo é destacada, era preeminente, e muitos rituais estavam ligados à conclusão e recorrência dos vários ciclos. Como as configurações particulares do calendário eram novamente repetidas, também o eram as influências “sobrenaturais” a que elas estavam associadas. Desta forma, cada configuração particular do calendário tinha um “caráter” específico, que influenciaria o dia que exibia tal configuração. Divinaçõespoderiam então ser feitas a partir dos augúrios associados com uma certa configuração, uma vez que os eventos em datas futuras seriam sujeitos às mesmas influências conforme as datas correspondentes de ciclos prévios. Eventos e cerimônias eram marcados para coincidir com datas auspiciosas, e evitar as inauspiciosas.
O final de ciclos de calendário significativos (“finais de período”), como um ciclo k´atun, geralmente eram marcados pela ereção e dedicação de monumentos específicos (principalmente inscrições em estelas, mas algumas vezes complexos de pirâmides gêmeas como as de Tikal e Yaxha), comemorando o final, acompanhado por cerimônias dedicatórias.
Uma interpretação cíclica também é notada nos mitos de criação maias, em que o mundo atual e os humanos nele foram precedidos por outros mundos (de um a cinco outros, dependendo de onde vem a tradição) que foram feitos de várias formas pelos deuses, mas subsequentemente destruídos.
Calendário Tzolk´in
O tzolk´in (na ortografia maia moderna , também escrito tzolkin) é o nome comumente empregado pelos estudiosos da civilização maia para o Ciclo Sagrado Maia ou calendário de 260 dias. A palavratzolk’in é um neologismo cunhado na língua maia iucateque que significa “contagem de dias”. Os vários nomes deste calendário usados pelos povos maias pré-colombianos ainda são debatidos pelos estudiosos. O calendário asteca equivalente foi chamado tonalpohuali, na língua naúatale.
Petra, Um Lugar Misterioso

Petra (do grego ”petrus”, pedra; árabe: البتراء, al-Bitrā) é um importante enclave arqueológico na Jordânia, situado na bacia entre as montanhas que formam o flanco leste de Wadi Araba, o grande vale que vai do Mar Morto ao Golfo de Aqaba. Em 7 de Julho de 2007 foi considerada uma das Novas sete maravilhas do mundo.
História
Antecedentes
A região onde se encontra Petra foi ocupada por volta do ano 1200 a.C. pela tribo dos Edomitas, recebendo o nome de Edom. A região sofreu numerosas incursões por parte das tribos israelitas, mas permaneceu sob domínio edomita até à anexação pelo império persa. Importante rota comercial entre a Península Arábica e Damasco (Síria) durante o século VI a.C., Edom foi colonizada pelos Nabateus(uma das tribos árabes), o que forçou os Edomitas a mudarem-se para o sul da Palestina.
Fundação
O ano 312 a.C. é apontado como data do estabelecimento dos Nabateus no enclave de Petra e da nomeação desta como sua capital. Durante o período de influência helenística dos Selêucidas e dosPtolomaicos, Petra e a região envolvente floresceram material e culturalmente, graças ao aumento das trocas comerciais pela fundação de novas cidades: Rabbath ‘Ammon (a moderna Amã) e Gerasa (actualmete Jerash).
Devido aos conflitos entre Selêucidas e Ptolomaicos, os Nabateus ganharam o controlo das rotas de comércio entre a Arábia e a Síria. Sob domínio nabateu, Petra converteu-se no eixo do comércio de especiarias, servindo de ponto de encontro entre as caravanas provenientes de Aqaba e as de cidades de Damasco e Palmira.
O estilo arquitectónico dos Nabateus, de influência greco-romana e oriental, revela a sua natureza activa e cosmopolita. Este povo acreditava que Petra se encontrava sob a protecção do deus dhû Sharâ (Dusares, em grego).
Época Romana
Entre os anos 64 e 63 a.C., os territórios nabateus foram conquistados pelo general Pompeu e anexados ao Império Romano, na sua campanha para reconquistar as cidades tomadas pelos Hebreus. Contudo, após a vitória, Roma concedeu relativa autonomia a Petra e aos Nabateus, sendo as suas únicas obrigações o pagamento de impostos e a defesa das fronteiras das tribos do deserto.
No entanto, em 106 d.C., Trajano retirou-lhes este estatuto, convertendo Petra e Nabateia em províncias sob o controlo directo de Roma (Arábia Petrae). Adriano, seu sucessor, rebaptizou-a de Hadriana Petrae, em honra de si próprio.
Época Bizantina
Em 313 d.C., o Cristianismo converteu-se na religião oficial do Império Romano, o que teve as suas repercussões na região de Petra. Em 395, Constantino fundou o Império Bizantino, com capital em Constatinopla (actual Istambul).
Petra continuou a prosperar sob o seu domínio até 363, ano em que um terramoto destruiu quase metade da cidade. Contudo a cidade não morreu: após este acontecimento muitos dos edifícios “antigos” foram derrubados e reutilizados para a construção de novos, em particular igrejas e edifícios públicos.
Em 551, um segundo terramoto (mais grave que o anterior) destruiu a cidade quase por completo. Petra não se conseguiu recuperar desta catástrofe, pois a mudança nas rotas comerciais diminuíram o interesse neste enclave.
Redescoberta de Petra
As ruínas de Petra foram objecto de curiosidade a partir da Idade Média, atraíndo visitantes como o sultão Baybars do Egipto, no princípio do século XIII. O primeiro europeu a descobrir as ruínas de Petra foi Johann Ludwig Burckhardt (1812), tendo o primeiro estudo arqueológico científico sido empreendido por Ernst Brünnow e Alfred von Domaszewski, publicado na sua obra Die Provincia Arabia (1904).
Petra nos dias de hoje
A 6 de Dezembro de 1985, Petra foi reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO.
Em 2004, o governo jordano estabeleceu um contrato com uma empresa inglesa para construir uma auto-estrada que levasse a Petra tanto estudiosos como turistas.
A 7 de Julho de 2007, foi eleita em Lisboa, no Estádio da Luz uma das Novas sete maravilhas do mundo.
Leptis Magna – O Império Romano em Àfrica

Uma das maravilhas de Àfrica são as ruínas de Lepcis Magna… São alguns dos vestígios que os Romanos deixaram pelo mundo… Vamos então ver algumas das suas características:
Leptis Magna é uma cidade em ruínas que se situa na Líbia, em Al-Khums.
OS SEUS FUNDADORES
Pelo que se pensa, a Cidade terá sido criada eventualmente por colonos Felícios na época de 1100 a.C. Pertenceu ao Estado de Cartago até á segunda guerra púnica. Por volta de 146 a.C. foi anexada á república Romana.
PERÍODO ROMANO - O SEU AUGE E O SEU DECLÍNIO
Leptis Magna voltou a renascer durante o Período Romano, altura em que a cidade foi incorporada no império como sendo uma parte da Província Romana de Àfrica. Desde essa altura, passou a ser a 3ª cidade mais importante de Àfrica. O seu grande auge foi furante o reinado do Imperador Septímio Severo sendo que ele favoreceu a sua cidade e patrocinou o seu estilo em grande escala.
Por volta do Séc. III , houve um declínio do comércio Romano e então, devido a isso a grande importância de Leptis Magna, decresceu, sendo que mais tarde as partes mais importantes foram abandonadas.
A MORTE E A DESTRUIÇÃO DA CIDADE
Devido á invasão árabe, o processo de declínio de Leptis Magna avançou mais depressa que o que se esperava. A desolação em geral era muito grande e invadiu Leptis. Com o seguir dos anos, Leptis passou a ser uma fonte de lucro. Inúmeras coisas, nomeadamente, Mármores de Versalhes foram sendo retiradas. Em 1920, Leptis passou a ser escavada , de forma a que durante alguns anos foi uma fonte de riqueza para eles.
Ilha de Ascensão
A Ilha de Ascensão é uma pequena ilha que se situa no Oceano Atlântico. È muito isolada do seu vizinho mais próximo, Santa Helena, que tem cerca de 1300 km para sudeste, ao longo da Costa da Libéria.
A SUA DESCOBERTA
Foi descoberta em 1501 por Galego João da Nova. Diz -se que também terá descoberto a Ilha de Ascensão , a meio da viagem para descobrir a ìndia. Nessa mesma viagem também descobriu a Ilha de Santa Helena.
ORIGEM DO SEU NOME
O seu nome é originário devido ao facto de Afonso de Albuquerque no dia de Ascensão, na data de 1505.
COLONIZAÇÃO
Portugal nunca colonizou a ilha, só vindo a ser ocupada em 1815 pela marinha inglesa. A ilha possui um aeroporto com pista de 3300m, pertencente a Royal Air Force One, e tem o nome de RAF Ascension Island.
A SUA GEOGRAFIA
A ilha principal tem uma área de aproximadamente 91 km ². Um pico vulcânico que aumenta de somente alOeste do Espinhaço Meio-atlântico, a maior parte da ilha é um solo improdutivo de fluxos de lava e cones de cinza; nada menos que quarenta e quatro crateras distintas foram identificadas. Enquanto a ilha foi estéril com poucas fábricas tão recentemente como em 1843, a Montanha Verde de Ilha de Ascensão é agora uma das poucas florestas planejadas amplas, e está crescendo gradualmente com cada ano. O seu ponto mais alto está em 2,817 pés (859 m).
Da costa do Leste da Ascensão é a ilha muito pequena da Ilha de Contramestre de Barco Bird. Ele é um porto de pássaros do mar, escapar dos ratos, gatos e gente que veio à Ilha de Ascensão da Europa e a África. Depois de uma campanha próspera encabeçada pela Sociedade Real da Proteção de Pássaros, a ilha principal foi declarada em 2006 sem gatos ferazes, e os pássaros do mar estão aninhando-se mais uma vez agora na Ilha de Ascensão. O clima de ascensão é tropical, com temperaturas na costa nos limites de aproximadamente 68 para 88 graus Fahrenheit (20–31 °C), e aproximadamente 10 geladeira de graus no ponto mais alto. As chuvas de chuva podem ocorrer em qualquer momento durante o ano, mas tendem a ser mais pesadas entre Janeiro e Abril.
ECONOMIA
A atividade económica principal na ilha é centrada nas bases militares no Aeródromo de Olhos Abertos, a propriedade MOD e as facilidades são dirigidas pelo abastecedor de suporte de infraestrutura Interservem à defesa. O Serco dirige os serviços de aeroporto com Sodexho que fornece fornecimento e facilidades domésticas. Uma antiga característica da Ascensão foi um navio-tanque de 70,000 toneladas permanentemente amarrava no mar alto que foi feito funcionar por Maersk como uma facilidade de combustível de volume. Em Dezembro de 2002, foi substituído por um Armazém de Provisão de Petróleo terrestre embaixo da gerência militar.
TURISMO E A INDÙSTRIA
O item de exportação principal é batidas de pé de franquia postal de Ilha de Ascensão, primeiro emitidas em 1922. Tipicamente cinco para seis jogos de batidas de pé são emitidos cada ano. Até há pouco, o turismo foi não existente por causa da inacessibilidade da ilha para transportar, a ausência da acomodação de hóspede e as permissões restritivas necessitadas para a entrada. A viagem aérea limitada, contudo, foi posta à disposição nos últimos anos ao público por RAF e o Hotel de Obsidiana em Georgetown em conjunto com um número de casas de campo de hóspede que foram abertas. Todos os visitantes devem obter uma licença de entrada antes da viagem.
A pesca como desporto é a atracção principal de muitos dos visitantes. A Ilha também mostra o que foi uma vez oficialmente o pior curso de golfe no mundo. Localizado entre os acordos de Duas aldeia de Barcos e o Georgetown, o curso tem 18 buracos e as verduras são de fato ‘browns’, uma referência para a areia e mistura de óleo usada para fazê-los.
Taj Mahal

O Taj Mahal é um mausoléu que se situa em Agra, numa das mais conhecidas cidades da Índia. Recentemente foi nomeado como sendo uma das 7 maravilhas do Mundo.
A SUA ORIGEM
Começou a ser construída em 1630, e para isso foram levados para lá 22 mil homens para trabalharem noite e dia para que em 1652 ela estivesse completamente acabada.O seu nome deriva de uma bela história de amor, uma das mais bonitas que o mundo já presenciou…
O nome do palácio é Mumtaz Mahal, que significa ” A jóia do palácio” . Ela morreu ao dar á luz o seu 14º filho, sendo que o imperador Shan Jahan mandou construir sobre o seu tumulo o palácio.
A SUA CONSTITUIÇÃO
Em grande parte do Taj Mahal , existem transcrições do corão em várias partes. A sua cúpula é feita de fios de ouro tal como lápis – lazúli. Todo o edíficio é flanquedo por 2 mesquitas e é cercado por 4 minaretes.
A SUA HISTÓRIA
O Imperador Shah Jahan foi um mecenas, teve quase sempre recursos ilimitados. Sob a sua tutela, construíram -se os palácios e os Jardins de Shalimar que se situam em Lahore. Mumtaz Mahal deu á luz 14 filhos, mas quando estava ter o seu 14º filho, morreu durante o parto. Quase como que logo de seguida, ele mandou construir o Taj Mahal como que uma prova do seu amor por ela.
Shah Jahan adoeceu gravemente quando o Taj Mahal estava perto de ser acabado, e o seu filho Shah Shuja sucedeu lhe e tornou-se imperador de Bengala. Até que houve uma altura em que ele caíu no leito da vida, e então, Aurangzeb permitiu que ele pudesse viver os seus últimos tempos de vida no Forte de Agra.
Dali ele via o Taj Mahal todos os dias olhava para lá para relembrar o seu eterno amor.
Em 1966, Shah Jahan morreu e depois de isto, Aurangzeb sepultou-o junto ao mausoléo, junto á sua esposa, ao seu eterno amor. Estavamos nos finais do séc. XIX, o Taj Mahal encontrava -se em deterioração , devido ao facto de durante anos ter havido falta de manutenção.
Durante anos foi sendo destruído pouco a poucos pequenos pormenores do palácio, nomeadamente, soldados britânicos em 1857 , arrancaram as pedras que estavam embutidas nas paredes , etc. No ano de 1980, Lord Curzon mandou restaurar o Taj Mahal, onde também decidiu incluir o candelabro da câmara interior. Também os jardins sofreran grandes remodelações, ficando um pouco ao estilo dos jardins ingleses. Em 1933, a UNESCO nomeou o Tah Mahal como sendo Património Mundial da UNESCO. Nos dias que correm é um destinos turísicos mais conhecidos de sempre.
DESENHO ESTRUTURA
Estes são os elementos principais que constituem o Taj Mahal. Vamos então analisar a seguinte imagem:
1- Finial
2- Decorações de Lótus
3- Amrud
4- Tambor
5- Guldasta
6- Chattri
7- Cenefas
8- Caligrafia
9- Arcadas ou Portais
10- Dados
OS JARDINS Á VOLTA DO TAJ MAHAL
Os jardins á sua volta têm um chahar bagh , que tem o comprimento de 320 x 300 metros. À sua existem canteiros de flores, caminhos mais elevados, cursos de água e inúmeros pilares. Cada uma das secções do Jardim é formada por 16 canteiros de flores, e com um tanque central feito de mármore.
Lenda da Caparica
Há muitos, muitos anos, quando a Caparica era apenas um local ermo, com meia dúzia de casas, apareceu uma criança muito bonita, pobremente vestida que ninguém sabia donde vinha. Um velho da freguesia da Senhora do Monte tomou conta dessa menina que não sabia nada sobre a sua origem, apenas sabia que possuía aquela capa que trazia. O velho reparou que a capa, apesar de muito velha, era uma capa de qualidade, provavelmente pertencente a uma família rica ou mesmo nobre. Passaram-se muitos anos até que a menina se tornou numa bela jovem. Estando o velho às portas da morte pediu-lhe, como última vontade, que pusesse a sua capa por cima dele para o aquecer naqueles últimos momentos, dizendo à jovem que aquela capa velha era uma capa rica. A jovem fez-lhe a vontade e, quando o velho morreu, juntou o pouco dinheiro que restava para lhe dar uma sepultura digna. Passou dias sem comer e noites sem dormir mas tinha a consciência tranquila de ter retribuído tanto em vida como na morte a bondade do velho. A jovem ficou naquele casebre e envelheceu sozinha. O povo, que a achava estranha e lhe chamava bruxa, reparou que ela tinha o ritual de subir ao alto do monte e, num ar de êxtase, rezava a Deus pedindo-lhe que quando morresse o Manto Divino de Nossa Senhora do Monte cobrisse com a Sua benção todos aqueles que naquela localidade A veneravam. Ao terminar aquelas palavras ela pegava na sua capa velha e erguia-a ao céu. Este estranho comportamento chegou aos ouvidos do rei que a mandou vir à sua presença, acompanhada da famosa capa que todos diziam ter feitiço. A velha senhora disse ao rei que nada tinha a ver com bruxedos e que o que fazia era apenas rezar a Deus. Comovido, o rei mandou-a embora com uma bolsa de dinheiro e a velha continuou a sua vida solitária até que um dia morreu. Junto do corpo da Velha da Capa, que era como o povo a designava, encontraram uma carta dirigida ao rei. A Velha da Capa tinha descoberto na hora da sua morte que a capa era afinal uma capa rica porque tinha encontrado uma verdadeira riqueza escondida no seu forro. Pedia ao rei que utilizasse aquele tesouro para transformar aquela costa numa terra de sonho e maravilha onde houvesse saúde e alegria para todos. Reza a lenda que foi assim que surgiu a Costa da Caparica, em homenagem de uma menina de origem desconhecida que tinha como único bem uma capa velha que afinal era uma capa rica.
Lenda do Castelo de Bragança
Quando a cidade de Bragança era ainda a aldeia da Benquerença, existia uma princesa bela e órfã que vivia com o seu tio, o senhor do Castelo. A princesa tinha-se apaixonado por um jovem nobre e valoroso, mas pobre, que também a amava, e que tinha partido para procurar fortuna, prometendo só voltar quando se achasse digno de a pedir em casamento. Durante muitos anos a princesa recusou todas as propostas de casamento até que o tio resolveu forçá-la a casar-se com um nobre cavaleiro seu amigo. Quando a jovem foi apresentada ao cavaleiro decidiu contar-lhe que o seu coração era do homem por quem esperava há 10 anos, o que encheu de cólera o tio que resolveu vingar-se. Nessa noite, o senhor do Castelo disfarçou-se de fantasma e entrando por uma das duas portas dos aposentos da princesa, disse-lhe que esta seria condenada para sempre se não acedesse a casar com o cavaleiro. Quando estava a ponto de a obrigar a jurar por Cristo, a outra porta abriu-se e, apesar de ser de noite, entrou um raio de sol que desmascarou o falso fantasma. A partir de então a princesa nunca mais foi obrigada a quebrar a sua promessa e passou a viver recolhida numa torre que ficou para sempre lembrada como a Torre da Princesa. As duas portas ficaram a ser conhecidas pela Porta da Traição e a Porta do Sol.
Senhor Jesus de Ponta Delgada
A Igreja do Senhor Jesus de Ponta Delgada teve origem num milagre que aconteceu há muitos anos. Andava uma mulher a apanhar lapas numas rochas no mar, quando viu á sua frente um cruxifixo de tamanho natural a boiar na água. Como não era fácil apanhar o cruxifixo decidiu ir procurar ajuda á povoação. Avisou o padre do que tinha visto, então de seguida ele foi com a mulher ver com os seus próprios olhos.
Entrou dentro do mar e foi buscar o cruxifixo. Levaram a imagem em procissão até à Capela de Ponta Delgada. No dia seguinte, foram dar com o cruxifixo enterrado na areia da praia. Voltaram a levá-la para a Capela e horas mais tarde estava de novo enterrada na Praia, mas desta vez era possível ver uma característica: À sua volta tinha canas como que se tivesse a delimitar a área de um templo.
Decidiram respeitar então a vontade de Deus e e ali mesmo nesse sítio construíram uma igreja que mais tarde veio a ser a Paróquia de Ponta Delgada. Fizeram a toda á sua volta um muro para protecção. Diz a lenda que sempre que a água passasse o muro e e chegassem perto do Adro, nunca iriam entrar dentro da Igreja.
Lagoa das Sete Cidades
Há muitos anos existia uma ilha onde morava um rei com um grande tesouro, mas no entanto tinha uma grande tristeza. Não tinha um filho para ser o sucessor do trono. Toda esta dor fez com que ele ficasse cruel com o seu povo. Numa noite desceu sobre ele uma estrela muito brilhante que rapidamente se transformou numa bela mulher de beleza rara.
Tinha uma voz que mais parecia uma música linda, essa mulher promete que lhe daria um filho com uma condição: O rei tinha de expiar a sua crueldade através da paciência. teria que construir um palácio que fosse rodeado por 7 cidades, todas elas cercadas por muralhas de bronze. A princesa iria ficar ai longe dos olhos de tudo e todos… O Rei pensou e decidiu aceitar a oferta da bela mulher. Passaram 28 anos e quanto mais tempo ia passando, a impaciência do rei ia aumentando.
Até que um dia ele não aguentou mais. Embora tivesse sido avisado que iria morrer, ele foi ás muralhas, tirou a sua espada e descarregou toda a sua raiva nas muralhas. A Terra sentiu um enorme ruído e desse ruído saíram línguas de fogo, levantando também o mar , que acabou por a engolir. No fim de tudo isto, restaram apenas as 9 ilhas , hoje conhecidas mais o palácio da Princesa, que se transformou na Lagoa, dividida em 2 partes: Uma parte é verde como o belo vestido da Princesa e a outra é Azul como os seus belos sapatos.
Lenda de Martim Moniz
O conhecido nome de Martim Moniz é quase sempre associado á conquista de Lisboa. Conta a lenda que D. Afonso Henriques tinha posto cerco à cidade, sendo ajudado por muitos cruzados. Esse cerco durou algum tempo. Foi numa das tentativas de assalto por parte dos cristãos que Martim Moniz enfrentou os mouros e conseguiu manter as portas abertas, fazendo um grande esforço para não desfalecer.Depois de estar um tempo a aguentar as portas, foi ferido gravemente e permitiu que os cristãos liderados por D. Afonso Henriques conseguissem entrar na cidade. Martim Moniz juntamente com os sus companheiros, entrou e ainda conseguiu fazer algumas vítimas, até que caiu morto no chão. D. Afonso Henriques para honrar a sua coragem, mandou dar o nome de Martim Moniz aquela entrada. Também se diz que mandou fazer um busto dele , junto á Praça de Martim Moniz.
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