Os 7 chakras

Chakras

A palavra chakra vem do sâncrito e significa “roda”, “disco”, “centro” ou “plexo”. Nesta forma eles são percebidos por videntes como vórtices (redemoinhos) de energia vital, espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais de nosso corpo. Os chakras são pontos de interseção entre vários planos e através deles nosso corpo etérico se manifesta mais intensamente no corpo físico.

São sete os principais chakras, dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça e cada um corresponde à uma das sete principais glândulas do corpo humano. Cada um destes chakras está em estreita correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. Num corpo saudável, todos esses vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que a “prana”, flua para cima por intermédio do sistema endócr Mas se um desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado – e disso resulta o envelhecimento ou a doença.

Os chakras são conectados entre si por uma espécie de tubo etérico (Nadi) principal chamado “Sushumna”, ao longo do eixo central do corpo humano, por onde dois outros canais alternados “Ida” que sai da base da espinha dorsal à esquerda de Sushumna e “Pingala” à direita ( na mulher estão invertidas estas posições ).

Os Nadis conduzem e regulam o “Prana” (energias yin e yang) em espirais concêntricas. Estes Nadis são os principais, entre milhares, que percorrem todo o corpo em todas as direções, linhas meridianos e pontos.

Significado de cada um dos chakras

Muladhara

Nome em sânscrito: MULADHARA (“Base e fundamento”; “Suporte”)

Mantra: Lam.

Pétalas: 4.

Localização: Base da Espinha.

Cor: Vermelho.

Elemento: Terra.

Funções: Traz vitalidade para o corpo físico.

Qualidades Positivas: Coragem, Estabilidade. Individualidade, Paciência, Saúde, Sucesso e Segurança.

Qualidades Negativas: Insegurança, Raiva, Tensão e Violência.
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Swadhisthana

Nome em sânscrito: SWADHISTANA (“Morada do Prazer”)

Pétalas: 6.

Mantra: Vam.

Localização: Abaixo do umbigo.

Cor: Laranja.

Elemento: Água.

Funções: Força e vitalidade física.

Qualidades Positivas: Assimilação de novas ideias, Dar e Receber, Desejo, Emoções, Mudanças, Prazer, Saúde e Tolerância.

Qualidades Negativas: Confusão, Ciúme, Impotência, Problemas da bexiga e Problemas Sexuais.
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Manipura

Nome em sânscrito: MANIPURA (“Cidade das Jóias”)

Mantra: Ram.

Pétalas: 10.

Localização: Zona da barriga.

Cor: Amarelo.

Elemento: Fogo.

Funções: Digestão, emoções e metabolismo.

Cristais: Âmbar, Olho de Tigre e Ouro.

Qualidades Positivas:
Auto controle, Autoridade, Energia, Humor, Imortalidade, Poder pessoal e Transformação.

Qualidades Negativas: Medo, Ódio, Problemas digestivos e Raiva.
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Nome em sânscrito: ANAHATA (“Invicto”; “Inviolado”)

Mantra: Yam.

Pétalas: 12.

Localização: Coração.

Cor: Verde (cura e energia vital); Rosa (Amor).

Elemento: Ar.

Funções: Energiza o sangue e o corpo físico.

Qualidades Positivas: Amor incondicional, Compaixão, Equilíbrio, Harmonia e Paz.

Qualidades Negativas: Desequilíbrio, Instabilidade emocional, Problemas de coração e circulação.
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Nome em sânscrito: VISHUDDA (“O purificador”)

Mantra: Ham.

Pétalas: 16.

Localização: Na garganta.

Cor: Azul claro.

Elemento: Éter.

Funções: Som, vibração, comunicação.

Qualidades Positivas: Comunicação, Criatividade, Conhecimento, Honestidade, Integração, Lealdade e Paz.

Qualidades Negativas: Depressão, Ignorância e Problemas na comunicação.
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Nome em sânscrito: AJÑA (“O Centro de comando”)

Mantra: Om.

Pétalas: 2.

Localização: Na testa, entre as sobrancelhas.

Cor: Branco.

Elemento: Todos os elementos.

Funções: Revitaliza sistema nervoso e a visão.

Qualidades Positivas: Concentração, Devoção, Intuição, Imaginação, Realização da alma e Sabedoria.

Qualidades Negativas: Dores de cabeça, Medo, Problema nos olhos, Pesadelos e Tensão.
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Nome em sânscrito: SAHASRARA (“O Lótus das mil pétalas”)

Mantra: Aum.

Pétalas: 1000.

Localização: No topo da cabeça, bem no centro.

Cor: Violeta e Branco.

Elemento: Todos os elementos.

Funções: Revitaliza o cérebro.

Qualidades Positivas: Percepção além do tempo e do espaço. Abre a consciência para o infinito.

Qualidades Negativas: Alienação, Confusão, Depressão e Falta de Inspiração.

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Anel do Pescador ou Anulus Piscatoris

Anel-Pescador

O Anel do Pescador, também conhecido em latim como Anulus Piscatoris e como Anello Pescatorio em Italiano, é um símbolo oficial do Papa, o sucessor de São Pedro.

Porque tem este nome?

Tem este nome porque São Pedro era pescador e foi dado este nome ao anel em sua homenagem, até aos dias de hoje.

O anel de ouro apresenta um baixo-relevo de Pedro pescando num barco, este símbolo deriva da tradição que os apóstolos eram “Pescadores de Homens”.  Até aos dias de hoje, foi demonstração de respeito ao Papa ajoelhar-se e beijar o Anel do Pescador, tradição que continua até a actualidade.

Uso do Anel do Pescador

O Anel do Pescador era usado como um sinete até ao ano de 1842 para selar documentos oficiais assinados pelo Papa. Após uma morte papal, o anel é cerimoniosamente esmagado na presença de outros cardeais pelo Camerlengo, para evitar documentos falsos durante a Sede Vacante. O novo anel é fundido a partir do ouro do último anel do último Papa. Ao redor da imagem está escrito em alto relevo o nome do respectivo Papa em Latim. Durante a cerimónia da Tomada Papal, o  Decano do Colégio dos Cardeais coloca o anel no quarto dedo da mão direita do novo Papa.

História do Anel do Pescador

O primeiro registo do uso do anel do Pescador, foi pelo Papa Clemente IV, que utilizou-o como um selo na carta para o seu sobrinho Pedro Grossi em 1256, que foi usado para fechar toda a correspondência privada, pressionando o anel no lacre de cera vermelha derretida num envelope. Os documentos públicos, pelo contrário, são selados pelo Brasão Papal. Esses documentos foram historicamente chamado “Bulas Papais”, carimbadas com chumbo.

A utilização do Anel do Pescador foi alterada durante o século XV, quando foi usada para selar documentos oficiais. Em 1842 proibiram essa práctica, quando a cera para a impressão do anel foi substituída por um carimbo com tinta vermelha.

Prisão de Alcatraz

Como Começou ?

Alcatraz é uma ilha localizada no meio da Baía de São Francisco na Califórnia, USA. Inicialmente foi utilizada como Base Militar, e apenas mais tarde foi transformada numa prisão de segurança máxima. Desde 1850 a 1930, foi uma Base Militar. Posteriormente, foi adquirida pelo Departamento de Justiça dos  EUA, em12 de Outubro de 1993, quando sofreu a conversão. A 1 de Janeiro de 1934  foi ré-inaugurada como uma Prisão Federal. Durante seus 29 anos de existência, a prisão teve lá alguns dos maiores criminosos norte-americanos, como Al Capone, Robert Franklin Stroud (o Birdman of Alcatraz), Alvis Karpis e Frank Morris.

A prisão foi fechada em 21 de Março de 1963, menos de um ano após a primeira fuga realizada na prisão. O governo alegou que o complexo foi fechado devido ao seu alto custo de manutenção. Era mais fácil e mais barato construir uma prisão nova do que melhorar as condições de Alcatraz, visto que os custos eram caros, para realizar esses melhoramentos.

Fugas da Ilha

Durante 29 anos, a Prisão de Alcatraz nunca registou oficialmente fugas bem sucedidas de prisioneiros. Em todas as tentativas, os fugitivos foram mortos ou afogavam-se nas águas da Baía de São Francisco.

A Sua História

Em 1775 o navegador Juan de Ayala descobriu a ilha e a baptizou de La Isla de los Alcatraces ( mais conhecida por Ilha dos Pelicanos, em português ). O United States Census Bureau nunca registou o número de habitantes da ilha, mesmo quando esta servira de Prisão e Base Militar e no Censo de 2000 a ilha permanecia desabitada.

Base Militar

O primeiro proprietário registado da ilha foi Carlos Gonzalez Rodriguez, mais conhecido como William Workman, que recebeu a localidade como presente de seu amigo e governador mexicano Pio Pico em 1846. No mesmo ano o militar John Charles Frémont, em nome do Governo dos Estados Unidos, comprou a ilha por 5 mil dólares.

Em 1850, o presidente Millard Fillmore, transformou a ilha numa Base Militar e Frémont ainda aguardava uma compensação por ter adquirido a ilha para o país, mas o governo ignorou-o e não saldaram a dívida. Durante anos Frémont e seus herdeiros lutaram sem sucesso lutaram nos tribunais pelo saldo da dívida.

Após a Aquisição da Califórnia pelos Estados Unidos, o Exército passou a estudar a possibilidade de construir uma fortaleza na ilha e já em 1853 o Corpo de Engenharia do Exército do Estados Unidos, sob a direcção de Zealous B. Tower, iniciou a obra de fortificação da ilha que foi concluída em 1858.

Actualmente

Em 1976, o Complexo de Alcatraz foi listado no Registo Nacional de Lugares Históricos e declarado Local Histórico Nacional em 1986. Já em 1993, o Serviço Nacional de Parques divulgou um plano chamado Alcatraz Development Concept and Environmental Assessment (Conceito de Desenvolvimento e Avaliação Ambiental de Alcatraz). O projecto foi aprovado em 1980 e permitiu a promoção turística da ilha. A partir de esse dia, os turistas podem apreciar a bela vista da cidade de São Francisco e observar a Fauna local.

Maomé, o Eterno Líder Religioso

Quem Foi?

Maomé ou em Árabe ( Muḥammad ou Moḥammed ), foi um Líder Religioso e Político Árabe. Nasceu a 6 de Abril de 570, filho de Abdalá ibn Abd al-Mutalib e Aminah Bint Wahb , morreu a 8 de Junho de 632 .

Qual foi o seu simbolismo?

Para os muçulmanos, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés,Davi, Jacob, Isaac e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica.

Não é considerado pelos muçulmanos como um ser divino, mas sim, um ser humano; contudo, entre os fiéis, ele é visto como um dos mais perfeitos seres humanos.

Nascido emMeca, Maomé foi durante a primeira parte da sua vida um mercador que realizou extensas viagens no contexto do seu trabalho. Tinha por hábito retirar-se para orar e meditar nos montes perto de Meca. Os muçulmanos acreditam que em 610,  quando Maomé tinha quarenta anos, enquanto realizava um desses retiros espirituais numa das cavernas do Monte Hira, foi visitado pelo anjo Gabriel que lhe ordenou que recitasse uns versos enviados por Deus, e comunicou que Deus o havia escolhido como o último profeta enviado à humanidade. Maomé deu ouvidos à mensagem do anjo e, após sua morte, estes versos foram reunidos e integrados no Alcorão.

Maomé não rejeitou completamente o judaísmo e o cristianismo, duas religiões monoteístas já conhecidas pelos árabes. Em vez disso, informou que tinha sido enviado por Deus para restaurar os ensinamentos originais destas religiões. Em 622, Maomé foi obrigado a abandonar Meca, refugiando-se em Yathrib ( actual Medina ).

Vida Familiar

Durante a sua vida e depois da morte de Cadija, Maomé viria a casar com outras quinze mulheres, na sua maioria viúva, somente Aicha não o era. Estas mulheres eram viúvas de companheiros de Maomé, tinham uma idade avançada e o casamento com o profeta surgia como uma forma de garantir protecção e estabilidade económica, bem como noutros casos também serviam para fortalecer ligações Políticas com outros Povos.

De todas as esposas de Maomé a mais importante foi Aicha(em árabe  عائشة), a sua segunda esposa, que tinha seis anos de idade na altura do seu noivado e segundo registos, quatorze anos na altura de seu casamento com o profeta. Mas o casamento só aconteceu quando ela tinha 16 anos.

Morte e Legado

Um ano antes da sua morte, Maomé dirigiu-se pela última vez aos seus seguidores naquilo que ficou conhecido como o sermão final do profeta. A sua morte em Junho de 632 em Medina, com 62 anos, deu origem a uma grande crise entre os seus seguidores. Na verdade, esta disputa acabaria por originar a divisão do Islão nos ramos dos Sunitas e Xiitas. Os Xiitas acreditam que o profeta designou  Ali ibn Abu Talib como seu sucessor, num sermão público na sua última  Haji.

Os Anos em Medina

Um documento conhecido como a Constituição de Medina revela como se estabeleceu uma confederação entre os seguidores de Maomé de Meca e os habitantes de Medina. O preâmbulo do documento refere-se a ele como “profeta” e estabelece que as disputas devem ser submetidas à mediação deste, mas não lhe outorgou qualquer tipo de autoridade especial. Contudo, nos últimos anos da sua vida Maomé tornou-se soberano da cidade em resultado do prestígio concedido pelas campanhas militares.

Profetas do Islão no Alcotão

Illuminati

É o nome dado a diversos grupos, alguns históricos outros modernos, reais ou fictícios. Mais comummente, contudo, o termo “Illuminati” tem sido empregado especificamente para referir-se aos Illuminati da Baviera, uma sociedade secreta da era do  Iluminismo fundada em 1 de Maio de 1776.

Nos tempos modernos, também é usado para se referir a uma suposta organização conspiracional que controlaria os assuntos mundiais secretamente, normalmente como versão moderna ou como continuação dos Illuminati bávaros. O nome Illuminati é algumas vezes empregado como sinonimo de Nova Ordem Mundial, muitos teóricos da conspiração acreditam que os Illuminati são os cérebros por trás dos acontecimentos que levarão ao estabelecimento de uma tal Nova Ordem Mundial, com os objectivos primários de unir o mundo em uma única regência que se baseia em um modelo político onde todos são iguais.

Origem do Termo

Dado que “Illuminati” significa literalmente “os iluminados” em latim, é natural que diversos grupos históricos, não relacionados entre si, se tenham autodenominados de Illuminati. Frequentemente, faziam isso alegando possuir textos gnósticos ou outras informações arcanas (secretas) não disponíveis ao grande público.

A designação “Illuminati” esteve em uso também desde o  Séc. XIVpelos Irmãos de Livre Espírito, e no Século XV, o título foi assumido por outros entusiastas que argumentavam que a luz da iluminação provinha, não de uma fonte autorizada, mas secreta, de dentro, como resultado de um estado alterado de consciência, ou “Iluminismo”, ou seja, Esclarecimento Espiritual e Psíquico.

Desta forma, durante os Períodos Modernos e Contemporâneos, foi designado por “Illuminati” um grande conjunto de grupos (alguns dos quais têm reivindicado o título), mais ou menos marginal e secreto, e muitas vezes em conflito com autoridades religiosas ou políticas; são eles: os Irmãos de Livre Espírito, os  Rosacruzes, os Alumbrados, os Iluminés, os  Martinistas, o Palladium … e, principalmente os Illuminati da Baviera. Embora as doutrinas desses grupos tenham sido variadas e por vezes contraditórias, a confusão entre eles tem sido muitas vezes mantida por seus adversários, e esta confusão levou às Teorias da Conspiração de uma  Sociedade Secreta que foram actuando através da  História.

Estrada no Deserto leva a descoberta do Egipto

Arqueólogos encontraram extensas ruínas de uma povoação – aparentemente um centro administrativo, económico e militar – que floresceu há mais de 3.500 anos no deserto do oeste, 180 quilômetros a oeste de Luxor e 480 quilômetros ao sul de Cairo.

Ao longo das duas últimas décadas, John Coleman Darnell e a sua esposa, Deborah, caminharam e deslocaram-se por trilhas de caravanas a oeste do Nilo, partindo dos monumentos de Tebas – cidade hoje chamada de Luxor.

Essas e outras estradas desoladas, castigadas pelo tráfego milenar de humanos e burros, pareciam levar a lugar nenhum.

Fazendo o que eles chamam de arqueologia de estradas desertas, os Darnells encontraram porcelanas e ruínas em locais onde soldados, mercadores e outros viajantes acamparam na época dos faraós.

Num penhasco de calcário com uma encruzilhada, eles se depararam com um quadro de cenas e símbolos, algumas das mais antigas documentações da história egípcia.

Em outro local, eles encontraram inscrições consideradas os primeiros exemplos da escrita alfabética.

As explorações da Pesquisa das Estradas Desertas de Tebas, um projeto da Universidade Yale conduzido pelos Darnells, atraiu atenção à antes subestimada importância das rotas de caravanas e povoações em oásis da antiguidade egípcia.

Duas semanas atrás, o governo do Egito anunciou o que pode ser a descoberta mais espetacular da pesquisa.

Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, afirmou que os arqueólogos encontraram extensas ruínas de uma povoação – aparentemente um centro administrativo, económico e militar – que floresceu há mais de 3.500 anos no deserto do oeste, 180 quilômetros a oeste de Luxor e 480 quilômetros ao sul de Cairo.

Numa época tão antiga, nenhum centro urbano como esse jamais foi encontrado no inóspito deserto.

John Darnell, professor de egiptologia em Yale, disse numa entrevista na semana passada que a descoberta poderia reescrever a história de um período pouco conhecido do passado egípcio e do papel desempenhado pelos oásis, aquelas ilhas de plantas e palmeiras e fertilidade, no renascimento da civilização depois de uma crise negra.

Outros arqueólogos não envolvidos na pesquisa afirmaram que as descobertas eram impressionantes e que, assim que for publicado um relato mais detalhado e formal, elas certamente agitarão o mundo acadêmico.

O sítio de quase 1000 quilômetros quadrados fica no oásis de Kharga, uma faixa de áreas bem irrigadas numa depressão norte-sul com 100 quilômetros de extensão, no planalto de calcário que se espalha pelo deserto.

O oásis fica ao final da antiga Estrada Girga de Tebas e em sua interseção com outras estradas do norte e do sul.

Uma década atrás, nesse oásis, os Darnells identificaram pistas de um assentamento da época do domínio persa, no século VI a.C., como nos arredores de um templo.

“Não haveria um templo aqui se esta região não possuísse alguma importância estratégica”, disse Deborah Darnell, também especialista em egiptologia, numa entrevista.

Então ela começou a coletar peças de porcelana anteriores ao templo.

Algumas cerâmicas eram importadas do Vale do Nilo ou até de Nubia, no sul do Egito, mas muitas eram produtos locais.

Evidências de uma “produção de cerâmica em larga escala”, apontou Darnell, “é algo que você não encontraria a menos que aqui houvesse um assentamento com uma população permanente, e não apenas sazonal ou temporária”.

Foi em 2005 que os Darnells e sua equipe começaram a coletar as evidências que os levariam a uma importante descoberta: ruínas de muros de tijolos, pedras amoladoras, fornos com montes de cinzas e moldes de pão quebrados.

Descrevendo a meia tonelada de artefatos de padaria coletada, além de sinais de uma guarnição militar, John Darnell disse que a povoação estava “assando pão suficiente para alimentar um exército, literalmente”.

Isso inspirou o nome do sítio, Umm Mawagir.

A frase em árabe significa “mãe dos moldes de pão”.

Além disso, segundo Darnell, a equipe encontrou restos que seriam  possivelmente um prédio administrativo, silos de grãos, salas de  armazenamento, oficinas de artesãos e as fundações de muitas  estruturas não identificadas.

Presume-se que os habitantes, provavelmente alguns milhares de  pessoas, cultivavam seus próprios grãos, e a variedade de porcelanas  confirmou relações comerciais ao longo de uma ampla região.

O apogeu de Umm Mawagir aparentemente se estendeu de 1.650 a 1.550 a.C., quase mil anos antes de qualquer grande ocupação conhecida no oásis de Kharga.

“Agora sabemos que existe algo grande em Kharga, e isso é muito instigante”, disse Darnell.

“O deserto não era uma terra de ninguém, não era o oeste selvagem.

Era selvagem, mas não desorganizado.

Se você quisesse se envolver com o comércio no deserto do oeste, era preciso lidar com o povo do oásis de Kharga”.

Encontrar uma comunidade aparentemente robusta como centro de atividade de grandes rotas de caravanas, segundo Darnell, deve “nos ajudar a reconstruir uma imagem mais elaborada e detalhada do Egito durante um período intermediário” – após o chamado Império Médio e logo antes do surgimento do Império Novo.

Nessa época, o Egito estava em meio ao caos.

Os invasores hicsos, do sudoeste da Ásia, controlavam o Delta do Nilo e grande parte do norte, e um rico império núbio em Kerma, no Nilo Superior, invadia a partir do sul.

Encurralados no meio, os governantes de Tebas lutaram para se manter e, eventualmente, vencer.

Eles foram sucedidos por alguns dos faraós mais celebrados do Egito, notáveis como Hatshepsut, Amenhotep III e Ramsés II.

A nova pesquisa, segundo Darnell, “explica completamente a ascensão e importância de Tebas”.

Dali os governantes comandavam a rota mais curta do oeste do Nilo a oásis no deserto, além da estrada oriental mais curta ao Mar Vermelho.

Inscrições de cerca de 2.000 a.C. mostram que um governante de Tebas, provavelmente Mentuhotep II, incorporou tanto a região do oásis ocidental quando o norte de Nubia.

À medida que avançam as investigações em Umm Mawagir, disse Darnell, acadêmicos poderão enxergar o deserto como um tipo de quarto poder, além dos hicsos, núbios e tebanos, na equação política daqueles tempos incertos.

Talvez, o controle das estradas do deserto, aliado às comunidades ativas dos oásis, permitiu que os tebanos desenvolvessem uma superioridade na luta para controlar o futuro do Egito.

De qualquer maneira, as ruínas da encruzilhada no deserto são outra maravilha do mundo antigo.

“As pessoas sempre se maravilham com os grandes monumentos do Vale do Nilo e as incríveis façanhas arquitetônicas vistas ali”, disse Darnell na revista dos estudantes de Yale.

“Mas acho que todos deveriam perceber como foi muito mais trabalhoso desenvolver o oásis de Kharga num dos desertos mais áridos da Terra”.

Descoberta a Igreja Cristã mais antiga!

Segundo especialistas, as igrejas mais antigas conhecidas datam do século 3 da era cristã.

O local é uma caverna subterrânea datada do período entre 33 d.C. e 70 d.C. encontrada embaixo da Igreja de São Jorge, na cidade de Rihab, no norte da Jordânia.

Os primeiros cristãos teriam fugido para a região depois de sofrer perseguição em Jerusalém. A igreja subterrânea seria um local de adoração e também a casa destes primeiros cristãos.

Segundo os arqueólogos, a caverna tem sinais claros de rituais realizados no início da era cristã.

diretor do Centro de Estudos Arqueológicos de Rihab, Abdul Qader Hussan, diz que a capela tinha cerca de 12 metros de comprimento e sete metros de largura.

A área de culto era circular, separada da área de estar. Também foi encontrado um túnel que leva a um reservatório de água.

“Descendo na caverna, em alguns degraus, é possível ver uma área de formato circular que seria a abside e vários bancos de pedra para os sacerdotes”, disse Hussan ao jornal The Jordan Times.

Uma inscrição no chão da igreja acima da caverna cita os “70 amados por Deus e o Divino”. Arqueólogos dizem acreditar que a frase se refere aos refugiados da perseguição religiosa em Jerusalém.

De acordo com os arqueólogos, eles teriam cultuado Jesus Cristo em segredo até o cristianismo ter sido adotado pelos romanos.

Hussan afirma que as escavações do túnel e do reservatório de água podem levar a equipe a descobrir mais vestígios sobre as vidas destes primeiros cristãos.

Segundo o jornal The Jordan Times, a própria Igreja de São Jorge é considerada como a mais antiga igreja do mundo, construída no ano de 230 da era cristã. Este status é desafiado apenas por uma igreja, descoberta em Aqaba em 1998, que também data do século 3.

Hussan afirmou ao jornal que descobertas no cemitério perto da caverna já dão pistas valiosas dos antigos moradores. “Descobrimos objetos de cerâmica que datam do século 3 ao século 7?, disse.

O vice-bispo da Arquidiocese Grega Ortodoxa, Archimandrite Nektarious, descreveu a caverna como “um importante marco para os cristãos de todo o mundo”.

Até o momento, de acordo com Hussan, 30 igrejas foram descobertas em Rihab. “Acredita-se também que Jesus Cristo e a Virgem Maria tenham passado por esta região”, acrescentou o arqueólogo.