Pedra de Roseta


A Pedra de Roseta é um bloco de Granito, também conhecido como “Basalto” , o que proporcionou aos investigadores um texto único escrito em egípcio demótico, hieróglifos egípcios e também grego, uma das línguas mais conhecidas da altura. O facto de ser uma língua conhecida ajudou a que em 1822, Jean-François Champollion decifra-se hierógligos com a ajuda da pedra de Roseta, que se tornou uma peça chave para esse objectivo.

 

 

 

 

 

A SUA DESCOBERTA

Durante uma expedição de Napoleão, que se fazia acompanhar por 167 investigadores e cientistas, expedição esta cujo objectivo era documentar o Egipto e não só, nomeadamente também documentar monumentos do Passado.


No Regresso desta expedição, a Comissão das Ciências e das Artes que era dirigida por Dominique Vivant Denon, realizou uma obra monumental, Description de l´Égypte, que era formada por 9 volumes de texto e treze de figuras. 

 

Em 1799, mais precisamente em mais uma das expedições de Napoleão, foi encontrada na localidade de Rashid que se situava em Roseta, a tão famosa pedra que tinha nela gravada um decreto de Ptolomeu V. 

O Bloco de Pedra contém glifos cunhados separados em três partes diferentes. Cada uma dessas partes tem um tipo de escrita diferente das outras duas. Só mais tarde se constatou que os três tipos de escrita presentes na pedra eram hieróglifos, Demócito Egípcio e Grego. Conta-se que a pedra foi encontrada pelo exército de Napoleão, que ali permaneceram devido á Batalha de Abukir.

Mais tarde, o francês Pierre François Bouchard, que sabia perfeitamente o Grego Antigo, reconheceu que a pedra era um dado muito importante e então entregou-a ao general Menou. Todos os investigadores que faziam parte da Comissão das Ciências e Artes estavam em extâse devido ao descobrimento e então no dia 15 de Setembro de 1799 enviaram para Paris um relatório, relatório esse que continha várias cópias da Pedra, com o intuito  de serem analisadas e estudadas.  Passou algum tempo e dois anos depois, chegaram ao Egipto Forças Inglesas que tinham poder o suficiente para derrotar o exército de Napoleão e ele próprio.

Os generais britânicos conheciam a existência da Pedra Roseta, sabiam que os franceses a tinham, e juraram fazer tudo para a ter.  Para proteger e evitar que a pedra fosse levada pelos ingleses, o General Menou escondeu-a em sua casa mas todos esses esforços foram em vão. O General inglês Turner mal chegou á cidade de Alexandria obrigou o general a entregar-lhe a pedra. 

 

Todas as suas inscrições datavam um decreto instituído em 196 A.C , isto sob o reinado de Ptolemeu V Epifânio, escrito em Egípcio Tardio e Grego. Toda a parte da lingua Egípcia foi escrita em duas versões, que eram hieróglifos e demótico, sendo que esta última referida era uma variante cursiva da escrita hieroglífica.

ESTUDOS

Uma das hipóteses era que os três textos pudessem ser o mesmo, mas somente a língua Grega podia ser compreendida na altura.Houve a hipótese de que os três textos fossem o mesmo, mas apenas o grego podia ser entendido. Qualquer conhecimento sobre a escrita em hieróglifos foi perdida desde o século IV a.C e do demótico pouco depois.

Durante 20 anos o médico britânico Thomas Young teve um enorme progresso no decorrer dos seus estudos. Mas no entanto o mérito final da completa realização da tradução em 1822 deve-se ao estudante francêsJean-François Champollion, que assim iniciou a ciência de estudo de assuntos referentes ao Egipto.


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