Arqueólogos descobrem estátua de Ptolomeu IV

O Egipto continua a presentear-nos com mais descobertas arqueológicas. Achados que ajudam a perceber o seu rico passado histórico e cultural. Agora, foi uma estátua referente ao faraó Ptolomeu IV, e ainda várias tumbas alusivas à época de Ramsés II, também um dos mais carismáticos líderes egípcios.

Uma equipa formada por arqueólogos egípcios descobriu uma estátua de grandes dimensões, pertencente ao III século antes de Cristo (a.C.), que representa o faraó Ptolomeu IV, e que governou o Egipto entre os anos 221 e 203 a.C..
A descoberta foi anunciada no passado mês de Maio pelo ministro da Cultura daquele país africano, Faruk Hosni. A divulgação do achado foi feita no templo de Tabusiris Magna, zona comummente conhecida por Burg al Arab, 50 quilómetros a oeste de Alexandria, na mesma região onde, curiosamente, estão a ser procurados os túmulos da rainha Cleópatra e do general romano Marco António.
Os arqueólogos encontraram ainda a entrada original do edifício, bem como as portas de pedra que determinam a localização desse acesso. O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Zahi Hawas, observou que a estátua, à qual faltava a cabeça, foi esculpida em granito e é uma das mais bem conservadas do período ptolemaico, que se situa entre os 350 e 30 anos a.C.. O responsável acrescentou ainda que a obra está esculpida em estilo tradicional e que nela se destaca o tronco nu e uma saia estriada.
Hawas sublinhou também que, segundo um documento encontrado juntamente com a estátua, esta pertence ao reinado de Ptolomeu IV, que ordenou a reconstrução do templo.
Ainda no contexto de novas descobertas por parte dos especialistas egípcios, realce para um túmulo que continha falcões mumificados com as cabeças viradas para o templo, o que dá indicações, de acordo com o secretário-geral, de existir um rei enterrado no interior do edifício.
O templo encontra-se localizado num local arqueológico conhecido como Abusiris, uma das 14 zonas do país em que o deus egípcio Seth sepultou os pedaços do corpo do seu irmão, o deus Osíris, depois de o assassinar, segundo a antiga mitologia egípcia.
De referir que nos últimos meses foram descobertos um busto de Cleópatra, uma estátua real sem cabeça e 24 moedas com desenhos da rainha.

Descobertas em Sakkara
Um outro grupo de arqueólogos egípcios descobriu em Sakkara, zona sudoeste do Cairo, capital do Egipto, tumbas da época referente ao faraó Ramsés II. No seu interior estariam um sarcófago e fragmentos de uma múmia, segundo Zahi Hawas. “O grupo da Faculdade de Arqueologia da Universidade do Cairo descobriu uma grande quantidade de sepulturas em fossas que datam da época de Ramsés II, que reinou entre os anos 1279 e 1212 a.C. O sarcófago, talhado em pedra, foi encontrado numa fossa de 12 metros de profundidade”, acrescentou.
De acordo com o chefe de missão daquele conjunto de arqueólogos, Ola al-Egueizi, aquele sarcófago pertencia a Sekhmet Nefret, da 27ª dinastia (525-405 a.C.), mãe do sacerdote do culto de Mykerinos, rei da quinta dinastia (2494 a.C.) e fundador da terceira pirâmide de Gizé.
Ainda durante a conferência de imprensa, Hawas afirmou que “o facto de ter sido chamado de sacerdote de Mykerinos, apesar da diferença de cerca de dois mil anos entre a época de Sekhmet Nefret e o reino daquele, significa que os egípcios continuaram a profetizar um culto ao rei muito após a sua morte”.
A fossa onde aconteceram as descobertas mede dois metros de comprimento e metro e meio de largura, além de possuir várias cavidades com profundidades que oscilam entre os sete e 30 metros.
“Estas sepulturas indicam que a tumba construída durante a 19ª dinastia também foi utilizada em épocas seguintes”, avançou Egueizi.

“Arqueologia Egípcia”
“Arqueologia Egípcia” é a expressão utilizada para designar o estudo de vestígios da cultura material do passado do Egipto. Ainda que se pense muitas vezes o contrário, a arqueologia egípcia não compreende apenas a era faraónica, estudando, também, os períodos pré-dinásticos e os de dominação árabe. A arqueologia clássica também é estudada, mas apenas os períodos de domínio grego e romano.
As pesquisas arqueológicas neste país do Norte de África acompanharam o desenvolvimento da arqueologia como ciência e recebeu na sua “comunidade” alguns dos mais notáveis profissionais da área. Estes, além do uso de fontes documentais disponíveis (hieróglifos egípcios, textos/cartas diplomáticas), contam com o uso da iconografia para retirarem conclusões sobre os vários materiais descobertos. As escavações são, ainda, a forma mais conhecida de pesquisa, no que diz respeito à arqueologia.
Actualmente, as autorizações para pesquisas arqueológicas no Egipto são dadas pelo Conselho Supremo de Antiguidades, órgão ligado ao ministério da Cultura.

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